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GANHADORES DA PRIMEIRA EDIVÃO DO PRÊMIO 2002-2003

As indagações sobre os maus ações de alguns presidentes latinoamericanos foram notas destacadas da primeira edição do Prêmio a maior pesquisa jornalística de um caso de Corrupção, que anualmente outorgam Transparency International para Latinoamérica E O Caribe (TILAC) e o Instituto Prensa y Sociedad (IPYS), com uma consignação de 25 mil dólares ao ganhador.


Jorge Loáisiga, jornalista da Prensa, de Managua, o melhor

Um jurado internacional indicado por Tina Rosenberg, editorialista de The New York Times; Michael Reid, editor latinoamericano da revista The Economist; Marcelo Beraba, chefe da sucursal de Rio de Janeiro da Folha de S. Paulo; Gustavo Gorriti, pesquisador associado ao IPYS; e Juan Lozano, até alguns dias diretor de CityTV, na Colombia, declarou vencedor Jorge Loáisiga, jornalista do diário La Prensa de Managua.

Loáisiga apresenou uma serie de artígos investigativos sobre uma desviação de fundos públicos em beneficio de Arnoldo Alemán, Presidente da Nicaragua em actividade durante as publicações (1997-2002). A pesquisa, conhecida como "Los checazos de Alemán", foi eleita entre uma centena de trabalhos por decisão unánime do Jurado. Em sua declaração final, o jurado destacou do trabalho o ganhador "la culminación concluyente, a través das provas documentais exibidas", e o "esforço de busca previa a obtenção das provas". Loáisiga, de 35 anos, pesquisou durante mais de um ano suspeitosos maus ações do governo presidido por Alemán.


Os finalistas

O jurado destacou a qualidade de outras nove pesquisas que, junto com a já mencionada, indicaram o grupo de trabalhos finalistas. Seus autores são os siguintes:

Rodolfo Floresdo Siglo XXI de Guatemala e Rolando Rodríguez, da Prensa, de Panamá, pela revelação de que o Presidente da Guatemala Alfonso Portillo, o vicepresidente e o secretario privado presidencial, abriram 13 contas bancarias secretas na Cidade de Panamá

Daniel Santoro, do diario Clarín, de Argentina, pela revelação das contas bancarias na Suíça no nome de familiares do ex Presidente Argentina Carlos Saúl Menem e seu secretario privado Ramón Hernández.

Miguel Agosta, de Telenoche Investiga, do Canal 13 de Argentina, pela revelação de métodos de amedrontamento e pedido de suborno por parte de dirigentes da União Obreira de Construção Civil da República Argentina.

Amaury Ribeyro, da revista Istoé, do Brasil, pela revelação de uma associação entre a Divisão Antinarcóticos de Paraguay e narcotraficantes brasileiros vinculados a Fernandinho Veira-Mar

Fabio Guzmão, do diario Extra, de Rio de Janeiro, Brasil, pela revelação dos métodos corruptos da polícia local que combate o narcotráfico.

Eduardo Faustini, da TV Globo, Brasil, pela revelação da corrupção reinante na Secretaría de Planejamento de um municipio de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro.

Norbey Quevedo, de El Espectador, de Colombia, pela revelação dos turvos negocios dos dirigentes da Federação Colombiana de futibol para lucrar com a Copa América

Fabio Castillo, de El Espectador, de Colombia, pela revelação dos métodos de estafadores nigerianos que operam vía Internet desde os Estados Unidos

17 jornalistas da redação El Meridiano, de Córdoba, Colombia, pela revelação de 91 obras públicas abandonadas e a meio de contruir na cidade de Cordova e seus arredores.




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